domingo, 20 de maio de 2012

Correio na Sociedade

Dom Mauro Ramalho, Bispo Emérito de Iguaru (CE)

ANIVERSARIANTES DA 1ª QUINZENA DE MAIO

Dia 2 (4ª feira) aniversário da garota Iara Aline, filha do casal Borges Araújo e Aida Aline Guimarães, residente nesta cidade. Seus familiares parabenizam pela nova idade.
Dia 5 (sábado)  - José Nunes Rocha, assinante do Correio, residente nesta cidade.
Dia 5 (sábado) - Germana Guimarães, filha de  Hermano José Rebouças e Edinair Guimarães, residente nesta cidade.
Dia 6 (domingo) - João Reinaldo Filho, assinante do Correio, residente nesta cidade.
Dia 6 (Domingo) - Iranilde Ferreira da Silva, assinante do Jornal, residente nesta cidade.
Dia 11 (6ª feira) - Eleni Leite, casada com Francisco Valterlim Linhares Lessa, residente em Fortaleza.
Dia 12 (sábado) - Luzanira, casada com Lenine Perdigão, residente em Fortaleza.
Dia 14 (2ª feira) - Aniversário de  Dom  José Mauro Ramalho de Alarcon e Santiago, bispo emérito de Iguatu, de tradicional família russana.
Dia 14 (2ª feira) - José Pascoal da Silva Junior, filho de  Raimunda
 Pascoal e José Pascoal da Silva, residente nesta cidade. 

ANIVERSARIANTES DA 2A. QUINZENA DE MAIO

Dia 16 (4ª feira) - Lindalva Farias 
De Sousa, residente nesta cidade.
 Dia: 18 (6ª feira) - Raissa Ferreira.
 Parabéns de seus pais Elton John
 Alexandre Lima e Dayany Ferreira 
Lima e seus avós Tânia Maria 
Alexandre Lima e Evaldo 
Guimarães Lima. 
Dia: 20 (domingo)  -Bernardino Bandeira de Melo, esposo de Maria Valdiza Regis de Melo, residente nesta cidade.
Dia 21 (2ª feira)  - aniversário do Dr.
 Aldeir Nogueira Barbosa, 
procurador de Justiça aposentado,
 assinante do Correio de Russas, 
residente em Fortaleza.
Dia: 22 (3ª feira) - Maria da Penha, esposa 
do  Advogado José Agissé, residente
 nesta cidade.  
Dia 25 (6ª feira) - Aniversário de casamento de Antônio de Sousa Lima e Maria Zildete de Lima.

Dia 25 (6ª feira) aniversário do   deputa
do Jeová Costa Lima, que,em várias legis-
laturas representou nossa Região 
na Assembleia Estadual. É assinante 
do Correio de Russas, residente em 
Fortaleza.

Dia 26 (sábado) - Dona Margarida Loureiro, viúva do ex-prefeito Pedro Maia Rocha (1971 a 1973). Quando primeira dama deu total apoio ao almoço oferecido aos jornalistas do interior quando do retorno do Congresso da classe realizado em Limoeiro do Norte.

Dia: 26 (sábado) - Gabriel Wesley Farias da Silva, residente nesta cidade. 
Dia 31 (5ª feira) - Jardel Cristian Farias, residente nesta cidade.

Parabéns aos aniversariantes


CDL RUSSAS COMPLETA
20 ANOS DE DEDICAÇÃO




Além de amparar e orientar o comércio, a entidade possui um histórico de serviços prestados à comunidade Russana.
   A partir da necessidade de uma entidade que pudesse congregar e motivar o comércio, além de representar a classe comerciária, a CDL Russas foi fundada no dia 29 de Maio de 1992, tendo como presidentes o Sr. Francisco José Gomes da Frota. Mais do que impulsionar o comércio a CDL Russas trouxe mais segurança aos comerciantes como, por exemplo, a implantação do Serviço de Proteção ao Crédito – SPC em 2005, tendo o objetivo de evitar prejuízos a lojistas e consumidores. A entidade também se mantém atenta às inovações e mudanças no mercado, realizando cursos de capacitação e aperfeiçoamento do atendimento e na qualidade dos produtos. Além disso, também ganhou o reconhecimento da população com os serviços prestados à comunidade e hoje participa efetivamente da vida pública.
CAPACITAÇÃO E
APERFEIÇOAMENTO
A CDL promoveu vários cursos em parceria com SEBRAE e a Federação da Câmara dos Dirigentes Lojistas – FCDL, capacitando até hoje mais de 2000 comerciários em cursos de Secretariado, Contabilidade, Cobrança, Atendimento entre outros. De acordo com Frota, ex-diretor e empresário no ramo de material de construção, melhorar a qualidade no serviço é fundamental para o crescimento da empresa. Os diretores também participam assiduamente de convenções estaduais e nacionais, visando implantar inovações no comércio, cooperando para seu aperfeiçoamento e expansão.
EXPANSÃO E MODERNIZAÇÃO
Desde 2006 a CDL é presidida pelo Sr. Francisco Martins Dantas, ele destaca como foco da sua gestão a construção da sede, com recursos próprios da entidade. O prédio está em fase de conclusão e conta com estrutura moderna, um auditório com capacidade para 120 pessoas, sala de reunião e treinamentos plenamente capacitada para videoconferência. A nova sede está localizada no centro do comércio de forma a beneficiar os lojistas e a comunidade em geral. A inauguração esta prevista para o dia 4 de Agosto, data que faz parte dos festejos de aniversário do município.
UTILIDADE PÚBLICA
Nos seus 20 anos de existência, além de amparar e orientar o comércio, a entidade possui um histórico de serviços prestados à comunidade Russana. No ano de 2000 entregou ao então Governador Tasso Gereissati um estudo comprovando a viabilidade de construção da Estrada da Fruta, rodovia que liga o Ceará ao Rio Grande do Norte. Em 2007 se engajou na luta pela implantação da Indústria Dakota, hoje principal geradora de empregos no município. A CDL também interveio, com a parceria de empresários, na recuperação de viaturas do 1º Batalhão de Polícia Militar, garantindo a efetivação do trabalho da segurança pública. Em 2010 e 2011 fez parceria com a Secretaria de Ação Social e Governo do Estado no Projeto Primeiro Passo, onde jovens foram beneficiados com a inserção no mercado de trabalho.
Por essas ações é que a Câmara dos Dirigentes Lojistas ganhou o respeito da população, conquistando recentemente o título de Utilidade Pública, emitido pela Câmara de Vereadores, como reconhecimento aos 20 anos de trabalho e dedicação ao crescimento do comércio e ao bem estar do povo russano.
                TV Russas - ELLE FREITAS 


                                                                     Airton Maranhão
                                                                     Advogado e Escritor 
                                              Academia Russana de Cultura e Arte (ARCA)

LUZIRENE DO CAVAQUINHO

No município de Russas rondam criaturas curiosas das mais sábias, simples, desoladas, tristes e alegres. Determinadas de dotes morais desconhecidos e de iluminação terrível de notáveis valores bizarros, sobrenaturais e humanos. Criaturas que jamais sobreviveriam sem a manifestação de epítetos malditos, de insultos hilariantes e da pachorra diabólica da ofensa e do melindre que traduz a imagem da vida estranha como mensagem de ódio, indignação e incógnita. Umas paranormais nasceram insanas, outras com mente de crianças, nunca se tornaram adultas, algumas com a mente genial cresceram também em meio ao conflito do homem do espanto, do grotesco e da solidão. Indiferente às figuras do abandono e do desespero, humilhadas pelo insulto e ultraje da vida mutável. Enternecidas na loucura do mistério da existência do pensamento inútil. Figuras metódicas, rancorosas, maníacas, dotadas de magnetismo extremo e de amargo sarcasmo. Inferiorizadas pelo ridículo da manifestação da canalhice, da feiúra terrível, do mais notável gosto paranóico da vida perturbada na persistência dos apelidos que marcaram época em nossa cidade e que pelo imaginário ou pelo real, descortinaram no cenário russano. Começando com as pessoas que moravam na Vila do Chico Franco, vilarejo constituído de poucas casas à margem do riacho Araibu que ficava bem defronte dos fundos do quintal da antiga casa que pertencia aos meus pais e que se localizava na outra margem do riacho, na rua Monsenhor João Luiz, conhecida Rua do Patronato. O que ocorria naquela vila não havia explicação para os mestres da expressão e da retórica, com a imperfeição da fala, hábitos da gesticulação, postura da bestialidade, superstição-simbólica do mau augúrio, genialidade harmônica da musicalidade que fez aflorar o mais elevado nível musical de uma simples menina que tocava cavaquinho olhando as enchentes do riacho Araibu, sentada na calçada do vilarejo do Chico Franco. Essa menina é a nossa genial Luzirene do Cavaquinho. Responsável pelos maiores sucessos de todos os tempos, com apresentações nos programas da televisão brasileira para o mundo com a valorização característica da arte de tocar cavaquinho para família, para o Araibu e para platéias e auditórios de todo o universo. Residia naquela vila conturbada a embriaguez contumaz, as obsessivas brigas e desordens que aconteciam com a família dos Cacetes, que rogavam praga no Araibu com a cachaça amaldiçoada dos diabos. Ninguém calculava o tempo que passavam bebendo, gritando e brigando na linguagem desumana a praguejar, beijando a medalha milagrenta de São Cipriano. O engraxate Cacete gritava para o filho: - “Ô Caquim, Caquim, cadê a minha cachaça Caquim?” – “Pai, a mãe bebeu, a mãe bebeu, pai!” O velho praguejador ajoelhado à margem do Araibu, passava o dia a rogar cruéis maldições contra a mulher que se banqueteava de cachaça: - “Ô Caquim, Caquim, cadê a minha cachaça Caquim?” Naquele vilarejo infernal morava também o esquisito Zé do Ouro, sujeito lascado que vendia bugiganga para donzelas arranjar casamento, com benzedor da alma do diabo para adivinhar a milhar do bicho. E se dizia ser da seita do Pai-João. E o picareta quando vendia carne de bode, coçava o bigode a gritar: - “Olha a carne de bode!” – “Zé do Ouro, vende fiado?” – “Boca Rica, só come carne de bode quem pode!” A grande arma desse mutreteiro, casado com a filha do Chico Boi, era a palavra. Com esse trunfo ele sabia reagir à vaia e era aclamado com delírio e aplausos. Um dos seus maiores defeitos era ser metido a rico, até quando vendia miçanga banhada de falso ouro, zombava dos pobres: - “Zé do Ouro, vende fiado?” Ai começava a zombaria. - “Zé do Canário, eu tenho raiva da catinga de pobre, essa praga maldita de influência maléfica. Tenho vontade de surrar essa carniça preguiçosa, tacar o pé na bunda e empurrar essa canalhada abismo abaixo. Pobre não quer trabalhar só quer saber mesmo é roubar!” Metido a sábio como contador de vantagem e de pabulagem quando via forasteiros na cidade, exibia seu vocabulário com postura, seguro e confiante: “Senhores e senhoras eu conheço os hieróglifos do macumbeiro Roseno, já decifrei a língua da família dos Cacetes, descobri o dialeto do mentiroso velho Moacy e o idioma das fuampas do cabaré do Mário Preto. Eu pinto o diabo e sou o milionário Zé do Ouro!” Ali também morava o célebre macumbeiro Roseno, por suas façanhas hipnóticas de forças ocultas e da forma magnetizadora de tirar feitiços e encostos das pessoas, com seu bafo milagroso, soluço fatídico e gargalhadas sardônicas que atemorizavam o vilarejo na artimanha fetichista de fazer cruz no ar, hipnotizando as pessoas com a auto-sugestão e os demais moradores do vilarejo que ao anoitecer ficavam paralisados com medo de fechar os olhos. Sem esquecer do Cabo Lemo, que também morava na vila e que tinha um filho que se chamava Aurélio. Não me lembro do nome da mãe do Aurélio! Coitado do Aurélio do Cabo Lemo! A mãe era doida! Ela passava o tempo assombrando o pobre Aurélio, a gritar: - “Aurélio, acorda para apanhar, Aurélio!” E o pobre respondia: - “Estou acordado, mãe!” – “Pois venha apanhar!” Aurélio acordava para apanhar, apanhava para dormir, apanhava para comer, apanhava para não sorrir, apanhava para não olhar para o rio, apanhava para chorar. Apanhava para não jogar pedra nos meninos, apanhava para não correr atrás do Girita, que só andava de óculos escuros. Será que a mãe do Aurélio era doida? Aurélio sumiu de Russas. “Aurélio, acorda para apanhar Aurélio!” Russas possui uma imensa lembrança de pessoas inteligentes e patéticas, estranhas e esquecidas no tempo, vítimas da estrutura social ofensiva e humilhante que oculta, sem resgatar a memória da sátira, da prosa e do gracejo para não revelar os valores não reconhecidos que ficaram gravados como capítulos da história de Russas. Como exalto os filhos da terra, principalmente os que moravam na Vila do Chico Franco. Como o músico Aluizio Sapateiro, que tocava violão e cavaquinho, pai da genial Luzirene do Cavaquinho, conhecida como precoce fenômeno de Russas, que com apenas cinco anos de idade, subia na mesa empunhando um cavaquinho e tirava notas musicais para deixar todo mundo de queixo caído ao tocar “Brasileirinho” com o cavaquinho nas costas. Conhecida e respeitada no mundo inteiro representa Russas, a terra dos músicos e do maestro Orlando Leite.
                      


A sensibilidade pedagógica
 no ato de ensinar e aprender



Rafaela de Oliveira Falcão(1), Maria da Glória Barbosa Matoso(2)
 Pedagoga, especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Universidade Estadual do Ceará.
2 Profa da UECE/FAFIDAM


A aprendizagem da leitura e da escrita constitui uma ferramenta indispensável para a plena inserção social. Não nos referimos àquela aprendizagem mecânica, que permite somente a decodificação e reprodução de símbolos, como apregoou por muito tempo a pedagogia tradicional, mas, sobretudo, referimo-nos à apropriação do conhecimento que permita uma leitura dinâmica e sistêmica de mundo, que humanize o sujeito inserindo-o na sociedade como autor de sua própria história.
  O Instituto Nacional de Estatística e Pesquisa em Educação (INEP) revela que a maioria dos alunos  do Ensino Fundamental não possui habilidades cognitivas referentes à alfabetização e ao letramento. Mas, por que existem tantas dificuldades referentes à aquisição da leitura e da escrita por parte dos alunos em sua tenra idade? Idade esta propícia ao ato de aprender.
Mesmo diante desta realidade, é possível observar que quando uma criança ingressa na escola, já possui as habilidades linguísticas adequadas para o processo de desenvolvimento da leitura e da escrita, pois são as mesmas habilidades de compreensão da fala. Uma criança não aprende a falar, porque um adulto a ensinou de maneira sistemática. Entretanto, desenvolve a fala observando a fala do adulto, interagindo com ele e buscando atender suas necessidades a partir dessa comunicação.    
Desta forma, para que uma criança aprenda a ler e escrever, não é necessário um árduo esforço, basta inserir esse aprendizado em seu cotidiano de uma forma natural. É neste sentido que o adulto, sobretudo, o professor, deve agir de modo consciente, com sensibilidade e bom senso na prática docente.
 Sendo assim, é importante mencionar   o papel desse profissional, que deve centrar sua prática num modelo que propicie ao aluno o desenvolvimento de sua criticidade e sensibilidade frente às letras. Não basta apenas decodificar. É preciso compreender, contextua-lizar, aplicar esta leitura de forma significativa, tomá-la como um meio de interpretar o mundo e interagir nele.
  Somente assim, a leitura e a escrita serão apresentadas à criança como um instrumento rico de expressão que, contextualizado a sua realidade, irá proporcionar segurança para romper com os conflitos próprios desta aprendizagem.

                   Meton Maia e Silva
               Jornalista e Acadêmico


Notícias Jaguaribanas

Recordando: Faz alguns anos que sempre ia à residência do humanitário médico, fundador da Liga Esperantista de Limoeiro do Norte, Dr. Deoclécio Lima Verde, um jovem padre, seu primo, o Pe. Irineu Lima Verde, vigário coadjutor da paróquia de Jaguaruana (União).
Transferido para a Diocese de Sobral o Pe. Irineu cumpriu várias missões e notabilizou-se como exímio caçador. Em 1962, no ônibus especial que viajava para Canindé nos sentamos vizinhos, conversamos. Ali estava o mais novo companheiro da ACEJI.Quando vigário de Campos Sales, suas caças como nambu, avoante, e outras podiam ser degustadas no hotel local, onde o seu proprietário propagava o cardápio aos seus hóspedes. Histórias curiosas tomavam conta do ambiente a respeito do sacerdote caçador que possuía todos os apetrechos da atividade. Em 1965 nos reencontramos no 21º Congresso da ACEJI em Iguatu, ocasião em que o encerramento do conclave coube ao Bispo Dom Mauro Ramalho. Tomamos conhecimento através do companheiro Lindenberg Aquino que o nome do Pe. Irineu Lima Verde enaltece uma das ruas do Crato.
Entre 2 e 4 de maio ocorreu no Palácio das Nações em Genebra-Suiça uma reunião de cientistas e especialistas que a convite da ONU discutiram a classificação econômica dos recursos minerais do mundo. Um cearense foi escolhido para expor sobre as riquezas minerais brasileiras e os métodos que o Brasil usa para aproveitá-las. Trata-se do jaguaribano Dr. João César de Freitas Pinheiro, geólogo PhD, ex-Diretor Geral Adjunto do Departamento Nacional de Produção Mineral, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, atualmente empresário em Fortaleza.
O desportista comerciante Luís Valter Maia figura das mais estimadas e conhecidas do Vale do Jaguaribe já não está mais entre nós. Em sua terra natal já que apaixonado pelo futebol, em 1938 em homenagem ao “Vôvô” cearense funda o Ceará no seu coração. Luis Maia é irmão do general Edmar Rabelo Maia, ex-presidente do Fortaleza Esporte Clube.
No dia 09\05 , em Brasília, na Câmara dos Deputados, foi lançado o caderno sobre Assistência Tecnológica às Micro e Pequenas Empresas sobre a coordenação do Deputado Federal Ariosto Holanda, limoeirense, Engenheiro Civil e Professor Universitário. É uma preocupação válida em razão da mortalidade das novas empresas que surgem. No Brasil todos os anos abrem 720 mil empresas e morrem 650 mil.
Agradecemos os parabéns dos familiares, companheiros e amigos que por motivo do nosso aniversário (92 anos), me fortaleceram com suas mensagens de carinho e apreço.
Pensamento:
Quem busca a verdade, quem obedece a lei do amor, não pode estar preocupado com o amanhã. Gandhi

Olhando Para ao Sertão 

José Gusmão Bastos 
(ACI e ACEJI)

O CEARÁ tem 426 milhões e 05 mil reais para ações contra a seca  palavras e cifras do governador Cid Gomes estampadas em manchetes dos jornais da capital há poucos dias. A verba, aparentemente vultosa, proveniente do Ministério da Integração Nacional e do Fundo Estadual de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (FEDAF), visa beneficiar 800 famílias com kits de irrigação para quintais produtivos, cisternas de variados tipos e o pagamento antecipado da primeira parcela do projeto Garantia Safra, para os que tiveram os plantios perdidos.
NADA CONTRA, ao contrário, tudo a favor de planos e promessas de ajuda aos sofridos conterrâneos. Contudo, serão cumpridos em sua totalidade, ou o cancro da corrupção enraizado nos meios políticos-empresariais continuará crescendo à custa dos humildes eleitores? A indagação faz sentido, e o próprio chefe do executivo cearense manifesta temor na entrevista: “Vamos evitar desvios dos recursos e fazer com que o dinheiro seja aplicado da melhor forma e o mais rápido possível”. Cabe a ele, em especial, cuidar da res pública.
OS LEITORES devem lembrar-se, pois já fizemos alguns comentários nesta coluna, que a estiagem era por nós debatida desde o início da década de cinquenta, através de Olhando para o sertão publicada nos jornais da época, Correio do Ceará e Unitário (extintos em 1981), e por colegas noutros veículos da imprensa. A nossa luta continuou pelo Diário do Nordeste, de 1982 até final de 1986, e hoje continuamos debatendo o mesmo problema no Correio de Russas.
EM SÍNTESE: não se pode deixar de reconhecer o esforço dos governantes em quererem, ao menos, amenizar a situação dos que habitam nossos sertões. Vários municípios de todo o Nordeste têm decretado estado de calamidade pública face à seca, o que  não custa repetir  repete-se sistematicamente, numa média de cinco-sete anos entre dez. Todos sabem disso. No entanto, os planos de combate às tragédias, aí incluídas também as das inundações que vez por outra atingem até com maior perda de vidas, somente saem dos birôs dos ministérios e secretarias nas proximidades das eleições. A par disso, continuam rodando os carros-pipa há mais de meio século (de registro na imprensa); e os jumentos ainda conduzindo o líquido em latas no lombo, até que os asiáticos comprem os que nos restam.
AFINAL, a transposição das águas do rio São Francisco e o consequente uso chegando a todos os lares, têm as obras seguidamente suspensas face ao desvio das verbas, levando-nos assim à triste conclusão do que não passaram de mais um canto de sereia com viso eleitoreiro. As águas do Velho Chico continuam correndo para o mar, como a conhecida canção...

                                           
                                            Diretor do jornal Correio de Russas visita Escola para
                                            agradecer homenagem prestada ao jornal.